NADA É SUFICIENTE E COMUNHÃO

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NADA É SUFICIENTE E COMUNHÃO

 Com direção dos competentíssimos premiados diretores PEDRO BRÍCIO e SUSANA RIBEIRO, muito assertiva, direta e com ritmo plausível, a dobradinha de peças do autor canadense DANIEL MACIVOR, um dos maiores nomes da dramaturgia contemporânea,  encenadas de forma intercalada é surpreendente.

Crédito: Claus Lehmann

Elenco protagonizado pelas extraordinárias  atrizes LÚCIA BRONSTEIN, LUISA MICHELETTI e MAGALI BIFF, que diante de tanta versatilidade, trajetória artística e imensurável contribuição ao fazer teatral, deixa o público eloquente com atuações potentes, apresentando o melhor do teatro. 

Muitas intempéries nas relações pessoais acabam se esquivando em feridas, marcas; aquele tipo de influência invisível que altera a cor com que se enxerga o mundo. Nesse ínterim, NADA É SUFICIENTE que narra a trajetória de amizade e do amor entre duas mulheres vem reforçar que as relações humanas têm o poder de apresentar dramaturgia intrínseca, pois as personagens têm profundos conflitos, já que estão envoltas do viver, e nessa essência, a arte de ser afetada emana com densidade,  e no solo fértil onde a transformação acontece, o espetáculo mostra a sua contrapartida encaminhando as personagens para uma grandeza plausível surgindo inquietante entrega e boas interpretações.

Imagem: Arte do Entretenimento

LUCIA BRONSTEIN e LUISA MICHELETTI formam um duelo perfeito, que com muita sintonia, apresentam boas cenas, fascinando com suas desenvolturas na música e no desenrolar da trama.

 

Em COMUNHÃO, a segunda peça, as relações intrínsecas ganham densidade ainda maior: Na narrativa, vemos três mulheres precisando urgentemente de mudar o rumo de suas vidas: “Carolina, uma analista em crise com a profissão; Leda, uma ex-alcoólatra com diagnóstico de uma doença grave; e Anita, ex-traficante, agora religiosa fervorosa e grávida. Em três atos que saltam no tempo, as personagens se encontram, duas de cada vez, em cada ato: Carolina e sua paciente Leda; Leda e sua filha Anita; e por fim, Anita e Carolina, ex-terapeuta de sua mãe.

Imagem: Arte do Entretenimento 

Com dramaturgia permeada na relação com o outro, vários conflitos ganham consistência nessas relações mal resolvidas, vistas como pendências emocionais ocupando um espaço precioso que estagna na memória e não tem data para sair, afetando o bem-estar e como resolvê-la? Quem vai ceder a escuta e colocar os pontos nos “IS”? Eis que surge a terapia para sanar essas complexidades e assim tudo fica resolvido, esses conflitos familiares serão extintos, silenciados e tudo voltará a sua normalidade.

Apoderando-se desse fato, o humor alcança seu ápice na figura de Leda, interpretada brilhantemente por MAGALI BIFF. Ao tripudiar da terapeuta de forma aterrorizante, a atriz instaura um clima de terror psicológico que provoca uma reflexão contundente sobre a integridade e os limites da profissão exercida. O teatro surge imprimindo qualidade inquestionável!

Imagem: Arte do Entretenimento

As atrizes LÚCIA BRONSTEIN, LUISA MICHELETTI e MAGALI BIFF com Suzana Ribeiro, a diretora

 

FICHA TÉCNICA

Textos: Daniel MacIvor.

Tradução: Lucia Bronstein e Luisa Micheletti.

 Direção: Pedro Bricio e Susana Ribeiro. 

Assistente de direção: Lucia Bronstein.

Elenco: Lucia Bronstein, Luisa Micheletti e Magali Biff.

Cenografia: André Cortez.

Assistente de cenografia: Sofia Gava.

 Cenotécnico: Isaac Tibúrcio.

Trilha Sonora:  Fabio Tagliaferri. 

Composição original: Sophia Chablau.

Desenho de som: Cauê Andreassa.

Desenho de Luz: Aline Santini.

Engenharia de Led: Mepa Tecnologia e Led.

Assistente de iluminação: Ricardo Barbosa.

Figurino: Simone Mina.

Assistente de Figurino: Grazi Cavalcanti.

Fotografia: Claus Lehmann.

Assessoria de Imprensa: Fernanda Teixeira e Mauricio Barreira - ArtePlural.

Produção Administrativa: Gabriel Morato - Associação Sol.te.

 Direção de Produção: Cícero de Andrade – Mosaico Produções.

Produção: Vivian Vineyard. 

Produtoras assistentes: Dani Simonassi e Karla Mariana.

Idealização: Lucia Bronstein, Luisa Micheletti e Pedro Brício. 

 

SERVIÇO - TEATRO SESC IPIRANGA - R. Bom Pastor, 822. De  17/4 a 31 de maio - Dias: 6ª feira, 20h às 23h (duração de 3h, com intervalo de 15 a 20min) . Ingresso - R$60,00 inteira / R$30,00 meia entrada / R$18,00 credencial plena Sesc. Classificação etária: 16 anos. sescsp.org.br/ipiranga . 

Sessão das duas peças - Nada é suficiente (20h) e Comunhão (21h15). 

 Sábado, 20h às 21h20 (duração de 75 min)

Comunhão - Domingo, 18h às 19h15 (duração de 60 min)

Sessão  dupla - uma peça após a outra/ e intervalo de  15 min.

Nada é suficiente (20h) e Comunhão (21h20).

Temporada: *Sábados (20h):

Comunhão (65 min).

*Domingos (18h):

Nada é suficiente (60 min).



 


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