segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

CÁRCERE OU PORQUE AS MULHERES VIRAM BÚFALOS FAZ

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CÁRCERE OU PORQUE AS MULHERES VIRAM BÚFALOS

“A dor é minha só, não é de mais ninguém”! Só a mãe sabe a dor  que é vê um filho preso injustamente e não adiante vir com essa de empatia, querendo se comover com uma das experiências mais dilacerantes que o coração humano pode suportar. Em busca de proteção, da impotência que assola, que a deixa de mãos atadas, ela não se esquiva e sempre ganha forças para  que a esperança seja seu principal alimento. Nesse ínterim, o sistema carcerário envolto da ancestralidade serve como ideia central na narrativa irretocável da multifacetada dramaturga premiada DIONE CARLOS, que com investigação, pesquisa, sabedoria e empoderamento, imprimi talento e qualidade inquestionável em sua escrita, apresentando bons conflitos, diálogos fluentes que se transformam em boas ações dramáticas, sendo um exercício fantástico para que os atores criem seus personagens e se entreguem com todo esplendor, encantando a todos os espectadores, pois esses não se contentam em prestigiar uma só vez, retornando e trazendo consigo outros amantes do bom teatro.

Imagem: Arte do Entretenimento

Prestigiar o premiado espetáculo da brilhante companhia TEATRO HELIÓPOLIS que volta em cartaz em curta temporada na CASA DE TEATRO MARIA JOSÉ DE CARVALHO no bairro Ipiranga, é um compromisso particular. Vale cada segundo se enveredar  nas histórias de vida de cada personagem, das dores, anseios e angústias da mãe que não abandona o seu filho jamais, estabelecendo laços de afetividade e muita conexão com o público, ressaltando carisma e por fim, criando uma ponte emocional com o espectador.

 
Imagem: Rick Barneschi, Tiggaz

No elenco ANTÔNIO VALDEVINO, DALMA RÉGIA, DAVI GUIMARÃES, ISABELLE ROCHA, JEFFERSON MATIAS, JUCIMARA CANTEIRO, PRISCILA MODESTO, VITOR PIRES E WALMIR BESS, artistas que chamam atenção pela entrega plausível, pelo preparo físico, corporal e a interpretação eloquentemente a flor da pele, transcende de encanto, dispensando tecer comentários particulares, pois todos tem o seu momento protagonismo, somando nas intervenções coletivas qualidade inquestionável.

Não à toa, recebeu merecidamente em 1922, o Prêmio APCA (Dramaturgia; indicado também em Direção), Prêmio SHELL de Teatro (Dramaturgia e Música; indicado em Direção) e VI Prêmio Leda Maria Martins (Ancestralidade), além de ter sido relacionado entre os Melhores Espetáculos do Ano pela Folha de São Paulo e batalhar pelo ingresso gratuito vai fazer muito bem ter um pouco de reflexão, empatia e ter um olhar para o ser humano e para as intempéries que recai sobre a humanidade.

 “A montagem aborda a forte presença feminina no contexto do cárcere. O enredo parte da história das irmãs Maria dos Prazeres e Maria das Dores, cujas vidas são marcadas pelo encarceramento dos homens da família: primeiro, o pai; depois, o companheiro de uma; agora, o filho da outra. Dentro do presídio, o jovem Gabriel - que sonha em ser desenhista - aprende estratégias de sobrevivência para lidar com as disputas internas de poder e a falta de perspectivas inerentes ao sistema carcerário. Naquele microcosmo a violência dita as regras e não poupa os considerados fracos ou rebeldes. Fora dali, em suas comunidades, as mulheres - mães, esposas, filhas, afilhadas - buscam alternativas para tentar romper os ciclos de opressão que as aprisionam em existências sem futuro.”

A carga dramática é amenizada com a inserção da dramaturgia da dança, que se mostra necessária para dar leveza a contundente narrativa e um respiro para o espectador que inevitavelmente tem seu momento de fraqueza ao ser imbuído de emoção a cada cena. 

Imagem: Rick Barneschi, Tiggaz

O espetáculo também mostra que os saberes ancestrais resistiram à barbárie e atravessaram os séculos nos corpos, nas vozes e nas crenças das/dos africanas/nos que, escravizados/as, fizeram a travessia do Atlântico. Iansã, Rainha Oyá, a deusa guerreira dos ventos, das tempestades e do fogo não abandonou o seu povo. Ela permanece iluminando caminhos e inspirando fabulações para que seus filhos e filhas experimentem, por fim, a liberdade. 

Vale a pena conferir! 

FICHA TÉCNICA  

Encenação: Miguel Rocha. 

Assistência de direção: Davi Guimarães. 

Texto: Dione Carlos. 

Direção musical: Renato Navarro. 

Assistência de direção musical: César Martini. 

Musicistas: Alisson Amador (percussão), Amanda Abá (violoncelo), Denise Oliveira (violino) e Victoria Liz (viola). 

Cenografia: Eliseu Weide. Iluminação: Miguel Rocha e Toninho Rodrigues. 

Figurino: Samara Costa. 

Assistência de figurino: Clara Njambela. 

Costureira: Yaisa Bispo. 

Operação de som: Lucas Bressanin. 

Operação de luz: Alex Duarte.  

Cenotecnia: Wanderley Silva. 

Provocação vocal, arranjos e composição da música do ‘manifesto das mulheres’: Bel Borges. 

Provocação vocal, orientação em atuação-musicalidade e arranjos - percussão ‘chamado de Iansã’: Luciano Mendes de Jesus. 

Estudo da prática corporal e direção de movimento: Érika Moura. 

Provocação cênica: Bernadeth Alves, Carminda Mendes André e Maria Fernanda Vomero. 

Comentadores: Bruno Paes Manso e Salloma Salomão. 

Mesas de debates: Juliana Borges, Preta Ferreira, Roberto da Silva e Salloma Salomão, com mediação de Maria Fernanda Vomero. 

Orientação de dança afro: Janete Santiago. 

Direção de produção: Dalma Régia. 

Produção executiva: Alex Mendes. 

Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. 

Design gráfico: Rick Barneschi. 

Fotos: Rick Barneschi, Tiggaz e Weslei Barba. 

Idealização e produção: Companhia de Teatro Heliópolis. 

Estreia oficial: 12/03/2022.

Imagem: Arte do Entretenimento 

SERVIÇO: CASA DE TEATRO MARIAJOSÉ DE CARVALHO - Rua Silva Bueno, 1.533 - Ipiranga. São Paulo/SP. Tel.: (11) 2060-0318 (WhatsApp). De 19 de fevereiro a 01 de março 2026 - Horários: quinta, sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h. Ingressos: Gratuitos - Bilheteria:1h antes das sessões. Duração: 120 min. Classificação: 12 anos. Gênero: Experimental. Reservas antecipadaswww.sympla.com.br  

Transporte público: Metrô e Terminal de ônibus Sacomã.

Instagram: @ciadeteatroheliopolis | Facebook: @companhiadeteatro.heliopolis 



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

ÓPERA DO MALANDRO

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 ÓPERA DO MALANDRO

Realmente desperta desejo e curiosidade prestigiar cada montagem desse musical encantador, tão bem escrito que até em uma leitura o delete é inevitável. O clássico escrito por CHICO BUARQUE (1978), inspirado na obra  OS TRÊS VINTÉNS de dramaturgo alemão BERTOLT BRECHT, com montagem inédita no TEATRO RENAULT, é dirigido pelo talentoso JORGE FARJALLA, que também assina a adaptação e encenação, resulta em qualidade imensurável.

Imagem: Priscila Prade

O espetáculo traz a magia, a ancestralidade e o sincretismo popular da umbanda, na qual as africanidades agradecem, simplesmente irretocável, enfim, é perceptível em sua concepção o impacto  inquestionável, visto que há plena funcionalidade em todos os segmentos: do fascínio do elenco estrelar, da equipe de criativos esplendorosa, ressaltando a beleza dos figurinos, se fazendo necessário ser apreciado sem arrependimento.

Max Overseas Navalha é um contrabandista bem-sucedido que se casa às escondidas com Teresinha, filha de Duran e Vitória Régia, proprietários de uma rede de bordéis e aspirantes à alta sociedade. Indignados com o casamento, eles arquitetam um golpe contra o malandro. Em comum, Max e Duran dividem a proteção do delegado Chaves, peça-chave de um sistema de corrupção que sustenta os negócios ilegais de todos. A partir daí, instala-se uma engrenagem de traições, chantagens e interesses cruzados. Em meio a uma celebração da brasilidade, da cultura popular e do folclore, o musical reafirma a atualidade de um texto que se tornou marco do teatro musical brasileiro.

A direção musical de GUI LEAL tem seu brilhantismo, a dramaturgia e a dramaticidade das canções revela pura estesia e fruição, a caracterização é esplêndida, as coreografias (LEILANE TELES) apresentando verdadeira preciosidade tem seu brilho particular, nesse ínterim, as relações de poder, corrupção, o toma lá dá cá, a luta de classe, se estabelecem com diálogos fluentes, sem “barriga” desprovidos da contemporaneidade política, totalmente apartidário, imprimindo ritmo plausível, agradando potencialmente a plateia, na qual os fortes aplausos reverberam em cena aberta, sobressaindo qualidade inquestionável.

Imagem: Priscila Prade

O elenco de protagonistas é formado por astros e estrelas do teatro e da televisão: JOSÉ LORETO (Max), CAROL COSTA (Teresinha), TOTIA MEIRELES (Vitória Régia), ERNANI MORAES (Duran), AMAURY LORENZO (Tigrão/Chaves) e VALÉRIA BARCELLOS (Geni), que brilham incrivelmente com entrega plausível, sem necessidade de tecer comentários particulares, somando ao desempenho dos atores e atrizes cantantes e dançantes:  ANDREZZA MASSEI, ANA LUIZA FERREIRA, ISAAC BELFORT, MARYA BRAVO, MATEUS RIBEIRO, PATRICK AMSTALDEN, LARISSA GRAJAUSKAS, PAULO VIEL, MARINA MATHEY, RAFAEL MACHADO, CAROL BOTELHO, GIU MALLEN, PRETA FERREIRA, DAI RIBEIRO e DION SEABRA, que muito contribuem com a efervescência do musical, deixando meramente espetacular.

Observação importante

Prestigiei quando graciosamente o ator PATRICK AMSTALDEN, teve a honra de presentear o público sendo cover do personagem Max, com extrema desenvoltura, boa composição, entrega e interpretação majestosa, apresentou o gingado do malando de forma visceral e a grandiosidade do seu trabalho está aqui registrada.

A parceria entre a PALCO 7 PRODUÇÕES, de MARCO GRIESI e da SOLO ENTRETENIMENTO, de DANIELLA GRIESI, continua fluindo prazerosamente e que perdure sempre para que juntos promovam o melhor para o teatro brasileiro e o ARTE DO ENTRETENIMENTO  estará presente registrando o melhor do teatro.

Vale a pena prestigiar!

FICHA TÉCNICA

Texto – Chico Buarque, Rita Murtinho, Marieta Severo, Luiz Antônio Martinez Correa, Maurício Sette e Carlos Gregório
Músicas – Chico Buarque
Direção Geral, Encenação e Adaptação – 
Jorge Farjalla
Direção Musical –
Gui Leal
Arranjos Originais – Gui Leal, Daniel Alfaro e Roniel de Souza
Direção Coreográfica – Leilane Teles
Cenografia – 
Chris Aizner
Aderecista e Produção de Objetos – Clau Carmo
Figurinos – 
Jorge Farjalla e Ùga Agú
Visagismo – 
Simone Momo
Designer de Luz – Gabriele Souza
Designer de Som – Randal Juliano
Direção de Arte – 
Kelson Spalato
Fotografia – 
Priscila Prade
Assistente de Direção e Direção Residente – Dani Calicchio

MÚSICOS

Maestro e Arranjos Originais – Gui Leal
Piano 1, 2o Regente e Arranjos Originais – Roniel de Souza
Piano 2 – Camila Brioli
Percussão e Arranjos Originais – Daniel Alfaro
Bateria – Vinícius Teixeira
Baixo, Violão e Cavaco – Marcelo Brandão
Violão, Guitarra e Banjo Brasileiro – Rogério Sales
Bandolim, Violino e Banjo Tenor – Thiago Brisolla
Reed 1 (Clarinete, Sax Alto e Flauta) – Flávio Rubens
Reed 2 (Clarone, Clarinete e Flauta) – Claudia Montin

Imagem: Arte do Entretenimento

SERVIÇO: TEATRO RENAULT - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista, São Paulo – SP. De 23 de janeiro a 15 de março de 2026. Horários: sextas às 21h, sábados às 17h e 21h, domingos às 15h e 19h. Duração: 120 minutos (sem intervalos) - Classificação etária: 14 anos - Redes oficiais: @operadomalandromusical

INGRESSOS: SETORES/VALORES

PLATEIA VIP: de R$175,00 (meia entrada) a R$350,00 (inteira)

PLATEIA PREMIUM: de R$ 150,00 (meia entrada) a R$300,00 (inteira)

PLATEIA GOLD: de R$ 120,00 (meia entrada) a R$240,00 (inteira)

PLATEIA SILVER: de R$ 110,00 (meia entrada) a R$220,00 (inteira)

CAMAROTE SUPERIOR: de R$ 130,00 (meia entrada) a R$260,00 (inteira)

BALCÃO VIP POPULAR: de R$ 25,00 (meia entrada) a R$50,00 (inteira)

BALCÃO PREMIUM POPULAR: de R$ 25,00 (meia entrada) a R$50,00 (inteira)

BALCÃO ECONOMY POPULAR: de R$ 25,00 (meia entrada) a R$50,00 (inteira)

INGRESSOS Online: www.ticketsforfun.com.br

Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência): Funcionamento – terça a domingo, das 12h às 20h (exceto feriados

 


PROJETO WISŁAWA

 

PROJETO WISŁAWA

No espetáculo vemos a vivência performática defendida por duas atrizes gigantescas. De um lado, a premiada CLARA CARVALHO que dá um brilho com sua desenvoltura corporal, seu humor ácido e sua entrega a personagem, cuja interpretação contenta o teatro potencialmente. Do outro a talentosa VERA ZIMMERMANN, em excelente composição e representação, jogando harmoniosamente em cena. As duas atrizes se mostram em parceria certeira, livres, leves e muito bem à vontade, recebendo aplausos meritórios em cena aberta. Enfim, um jogo harmonioso no qual está rendendo boa fruição e estesia.  

Imagem: João Caldas

Um tema fraturante “a morte” posto em cena com humor, tirando a morte da invisibilidade. A morte não pode silenciar, pois é preciso dar notoriedade e visibilidade a esse fato e se esquivar dele é fugir da realidade, do ciclo vital, visto que morremos a cada dia como ressalta a poeta polonesa mais traduzida no exterior WISLAWA SZYMBORSKA,  também crítica literária e tradutora.

Seu legado na poesia vem à tona no palco do  TEATRO PAULO EIRÓ, para nosso delete. Com texto escrito e  dirigido pelo excelente e multifacetado CESAR RIBEIRO. 

O espetáculo performático inspirado em HQ (Histórias em quadrinhos) criado e  dirigido brilhantemente por CESAR RIBEIRO, marca uma nova incursão do artista na investigação dos sistemas de violência, nele aborda criação e destruição sob uma perspectiva feminina e sarcástica, imprimindo ritmo certeiro, tempo agradabilíssimo, deixando os espectadores com gosto de quero mais.

Imagem: Arte do Entretenimento

Com estética inspirada em HQs e desenhos animados, "Projeto Wislawa" apresenta a história fictícia de uma mulher condenada à morte por assassinar a poeta polonesa Wislawa Szymborska. A dramaturgia, criada por Ribeiro a partir de textos de Szymborska, aborda modos diversos de criação e destruição em diálogo com experiências históricas de opressão vividas pela autora, como a invasão da Polônia durante a Segunda Guerra Mundial e a influência soviética no pós-guerra, apresentando a capacidade de coisas vivas matarem outras coisas vivas – não apenas pessoas, mas a poesia, a criação artística, os modos de solidariedade. 

Imagem: Arte do Entretenimento

Vale a pena prestigiar!

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia, direção e trilha sonora: Cesar Ribeiro
Textos: Wislawa Szymborska
Atuação: Clara Carvalho e Vera Zimmermann
Cenografia: J. C. Serroni
Figurinos: Telumi Hellen
Iluminação: Rodrigo Palmieri
Visagismo: Louise Helène
Direção de produção: Marisa Medeiros
Coordenação de produção: Edinho Rodrigues
Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques e Daniele Valério

Imagem: Arte do Entretenimento

SERVIÇO: TEATRO PAULO EIRÓ - Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro, SP – De 6 de fevereiro a 1º de março de 2026. Às Quintas, Sextas e Sábados às 20h; Domingo às 19h (sessão extra 25/02). Gênero/Classificação: Tragicomédia / 12 anos Ingressos: Disponíveis na plataforma Sympla ou na bilheteria, com preço popular.R$ 20 | Sympla ou bilheteria (Ingressos presenciais 1h antes do início do espetáculo na bilheteria)

(20% da lotação diária será gratuita, para ONGs, rede pública de ensino e quem entrar em contato pelo e-mail grupogaragem21@gmail.com informando a data em que deseja comparecer à apresentação, o número de pessoas que irão e dados como nome e e-mails das pessoas).

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

CORRENTEZA

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 CORRENTEZA

Um tema fraturante muito bem estruturado para elucidar as intempéries da natureza, a solidariedade e a esperança defendido com maestria pelos excelentes e experientes atores  ALINE MORENO, IRIS YAZBEK e RODRIGO VELOSO, que se entregam perfeitamente às suas personalidades promovendo muita empatia a plateia. 

Arte do Entretenimento

 Em meio a uma enchente que cobriu a cidade, três sobreviventes encontram refúgio no único lugar que resta: a copa de uma árvore. Um avô protetor, sua neta inocente e uma misteriosa estranha compartilham o pequeno espaço enquanto a correnteza sobe. Isolados do mundo, eles dividem desalentos e pequenas alegrias do viver, debatem sobre a situação do instante e confrontam a fragilidade da vida. Entre o medo da morte e a esperança do resgate, Correnteza revela a força dos laços humanos quando tudo ao redor ameaça desaparecer, mas há sempre uma esperança.

Arte do Entretenimento

Diante das experiencias notórias, preparo corporal inquestionável, a trupe adentra em uma tempestade anunciada se postando em enfrentamentos angustiantes, dando lugar ao suspense e diante dos percalços promovidos pela correnteza, o trio encontra êxito para seguir em frente buscando as soluções necessárias para que tudo ocorra em perfeita segurança.

Um texto muito bem escrito, dramaturgia com exímia carpintaria tendo parceria muita acertada entre os atores com a talentosa  CRISTIANE PAOLI QUITO, a qual brilhantemente imprimiu uma direção irretocável, com muito ritmo, boas rupturas com a quarta parede, mostrando que o teatro pode ser feito sem segredos. Enfim, é o teatro nas mãos certas.

Os conflitos surgem e estão presentes a todos os momentos desencadeando ações adequadas e sem atropelos, pensada para deixar os espectadores pequeninos apreensivos, envolta de expectativas e assim, recai intrinsecamente promovendo reflexão, fazendo estes primeiros espectadores a terem um olhar para essas casualidades.

Arte do Entretenimento

O cenário mostra a colaboração do elenco e seu engajamento na entrega perfeita muito a vontade, montando em cena de maneira fascinante, fazendo parte da dramaturgia e o entrosamento dos artistas em cena mostra a união, a cooperatividade, um por todos e todos por um, revelando um teatro sem segredo, estritamente teatral, acontecendo com ver brilhantismo.

Vale a pena prestigiar!

FICHA TÉCNICA

Intérpretes criadores: Aline Moreno; Iris Yazbek; Rodrigo Veloso
Direção e dramaturgia cênica: Cristiane Paoli Quito
Idealização e dramaturgismo: Paulo Williams
Dramaturgia do texto: Aline Moreno, Iris Yazbek, Rodrigo Veloso
Preparação corporal: Ana Noronha
Cenografia e iluminação: Marisa Bentivegna
Trilha sonora: Thomas Huszar e Alexis Huszar
Figurinos: Cláudia Schapira
Figurinista assistente: Vinícius Précoma
Costureira: Cleuza Amaro da Silva Barbosa
Contrarregras: João Caetano / Theo Vinícius
Assistente de Produção: Luana Zanona
PRODUÇÃO GERAL: Iris Yazbek e Paulo Williams
REALIZAÇÃO: Tecelagem da Arte

SERVIÇO: SESC BOM RETIRO - R$ 12,00Credencial Plena, R$ 20,00Meia entrada, R$ 40,00Inteira – Grátis para Criança até 12 anos

Acessibilidade: espetáculo do dia 22/2 terá intérprete de Libras.  

Arte do Entretenimento

 


 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O QUE FOI GUSTAVO?

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O QUE FOI GUSTAVO?

O casal GUSTAVO PARDAL e ELLEN PARDAL são duas personalidades da internet as quais tem chamado muito atenção especialmente por apresentar o ciúme com muita sutileza e graciosidade. Sucesso na internet o humor trazido para os palcos revela dois atores, ou seja, dois comediantes com poder de convencimento plausível, com exímia desenvoltura, bom repertório cultural extremamente sintonizado com a contemporaneidade e poder de improvisação fluente.

Imagem: Divulgação

STUND UP de casal para casal, ou melhor, comédia inteligente feita para todos, sem estereótipos, homofobia, racismo, sexismo e outros ismos que nada contribuem com a ideia de um mundo melhor, idealizada por uma dupla muito bem-preparada, com agenda lotada e ao conferir, foi notório o entretenimento garantido. O QUE GUSTAVO? A indignação de ELLEN diante das considerações de Gustavo geram muita comicidade fazendo com que outros casais se espelhem e se vejam diante das constantes situações envolvendo o casal. Nesse interim, o carisma e a empatia se instalam surgindo humor natural, despretensioso e elegante.

Imagem: Arte do Entretenimento

Enfim, dois comunicadores na linguagem da comédia estão presentes no cenário artístico com enorme contribuição se fazendo necessário serem prestigiados e dá visibilidade aos bons é tarefa para quem faz questão de conferir o melhor da arte independentemente de onde ela esteja.

Imagem: Arte do Entretenimento

A parte interativa com a plateia tem um efeito plausível. As perguntas são respondidas com alta classe promovendo risadas desenfreadas e os aplausos são verdadeiramente merecidos.

Acompanhem a agenda dessas feras e tenha seu humor garantido.

30 JAN- IGARASSU (Centro de Artes)

31 JAN - CANDEIAS @emporioprimecandeias

05 FEV - SÃO PAULO (Sessão Extra)

06 FEV - SÃO PAULO @violetacomedy

07 FEV - GUARULHOS @umshowcomedy

08 FEV - SOROCABA @blackhouseclubedecomedia

20 FEV - MARINGÁ @loopbarmga

22 FEV- LONDRINA @primuscomedybar

13 MAR - IMPERATRIZ - Teatro Ferreira Gullar

14 MAR - ARAGUAÍNA - Espaço Cultural

19 MAR - BELÉM - @studiopubbelem

21 MAR - MANAUS - Auditório da faculdade Martha Falcão

22 MAR - BOA VISTA @kiacai_rr

 

Foram merecedores do meu apreço e do meu abraço. Portanto, estão fazendo parte do melhor do ARTE DO ENTRETENIMENTO

 

Imagem: Arte do Entretenimento



 

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

HABITAT

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HABITAT 

Maus-tratos aos animais é de uma crueldade irreparável e diante da sua vulnerabilidade, estes não têm direito a fala, simplesmente expressam seu sofrimento, sendo perceptível a sua dor. A empatia não passa de mera utopia, pois os ferimentos, os estresses causados aos bichinhos é exclusivamente deles,  e constituir essas imbecilidades em crime inafiançável com devidas punições de acordo com os rigores definidos por lei é mais do que justo. Aproveitando essa premissa, RAFAEL PRIMOT, se mostra como exímio dramaturgo podendo ser aplaudido até por Tennessee Williams, pois  em se tratando de relações humanas vê-se um acerto, ao presentear uma denúncia social ao teatro com um texto preciso, forte, impactante, apresentando um domínio técnico avassalador, um conflito envolto da contemporaneidade no qual desencadeia vários conflitos e reflexões, com toda carpintaria que se faz necessária a uma dramaturgia correta e consistente.

Imagem: Sérgio Santoin

Inspirada em fatos reais, a trama acompanha Nádia (Fernanda de Freitas), jornalista e influencer engajada em causas sociais; Adailton (Rafael Primot), trabalhador de origem humilde; e Tite (Rogério Brito) executivo de uma rede de supermercados. O encontro entre eles acontece após um crime cometido em uma rede de supermercados e é mediado pela exposição midiática e pelas redes sociais, revelando camadas profundas de hipocrisia, desigualdade e desumanização. A peça discute o ódio virtual, o linchamento moral e a tênue fronteira entre a empatia e o ego. 

Imagem: Arte do Entretenimento

O elenco composto pelos talentosos artistas FERNANDA DE FREITAS, RAFAEL PRIMOT e ROGÉRIO BRITO é um acerto inquestionável, pois o trio brilha potencialmente no espetáculo HABITAT, envoltos de um verdadeiro mergulho na alma humana, hipocrisia, acerto de contas sobressaindo o morde e assopra, e assim, conseguem acender a chama do teatro com primorosidade na interpretação, na potência da defesa das personagens, sobressaindo atuações dignas de premiação.

Imagem: Sérgio Santoin

A parceria na direção entre duas figuras imponentes do teatro: LAVÍNIA PANNUNZIO e ERIC LENATE, dispensa quaisquer comentários, pois, posta o espetáculo em uma grandiosidade plural, visto que a dupla respira em sua vida, ação, conflito, ideia central e por serem extremamente conhecedores de tudo o que compete ao fazer teatral sabem conduzir com maestria toda a carga dramática necessária  para promover o melhor do teatro.

FERNANDA DE FREITAS é uma grata surpresa como atriz e sua interpretação é arrebatadora. Pois adentra profundamente em uma imersão a sua personagem e o que se vê vai além se mera representação. Sua entrega é absolutamente orgânica oscilando entre a ética e os princípios morais convence eficazmente, figurando entre as melhores atrizes de sua geração vista nos palcos, fazendo jus a receber premiação. Tudo que citar aqui será mera redundância e ter seu trabalho reconhecido é uma acertada obrigação.

O premiado artista RAFAEL PRIMOT mostra ao que veio e o teatro muito se engrandece, acumulando múltiplas experiências com trabalhos notórios em todas as linguagens e com um currículo invejável tendo passado por grandes mestres como ANTUNES FILHO, MONIQUE GADENBERG, ZÉ HENRIQUE DE PAULA, EDUARDO TOLENTINO DE ARAÚJO, JÔ SOARES, dentre outros profissionais de grande relevância, vindo num crescente inquestionável a cada trabalho apresentado. Recentemente brilhou em UM PEQUENO INCIDENTE, emendando um trabalho no outro. O ator está entregue a uma personagem devidamente construída mostrando qualidade na interpretação, caracterização, na formidável nuance de voz e composição irretocável.

ROGÉRIO BRITO é um ator com muita experiencia e seu talento é notório. O artista tem um poder de persuasão como ator e por ter acompanhado o seu trabalho há décadas vê-se muita beleza na sua interpretação. Seu poder de sedução maquiavélica diante de um forte conflito se dividindo entre a razão e a emoção extrapola qualquer perspectiva do não convencimento e sua qualidade técnica é fascinante.

Na narrativa: “A jornalista Nádia entrevista o assassino confesso Adailton, que, por sua vez, acusa o executivo Tite de ser o mandante do crime ocorrido dentro de um supermercado. A partir desse encontro, o caso ganha novas proporções nas mídias sociais e desencadeia uma série de desdobramentos inesperados”.

Vale a pena prestigiar!

FICHA TÉCNICA

Direção: Lavínia Pannunzio e Eric Lenate
Texto: Rafael Primot
Trilha Sonora: LP Daniel
Figurinos e direção de arte: Carol Bertier
Cenário: Eric Lenate
Luz: Sarah Salgado
Visagismo: Alisson Rodrigues e Emi Sato
Designer gráfico: Patrícia Cividanes
Mídias Sociais: Haroldo Miklos
Making of e captações: Otávio Pacheco
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Fotos ensaio e palco: Leekyung Kim
Fotos de estúdio: Sérgio Santoian
Produção: Franz Keppler e Rafael Primot
Uma produção Enkapothado Artes
Realização através do Proac2024

Imagem: Arte do Entretenimento

SERVIÇO - TEATRO ESTÚDIO - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos. Centro / São Paulo. De 13/01/2026 até 05/03/2026 – TERÇA, QUARTA e QUINTA às 20h - Duração: 1h50min – INGRESSO R$100 (inteira) / R$50 (meia) –Classificação indicativa: 16 anos.

Vendas online: Sympla

(haverá bilheteria física no teatro 2h antes do início da sessão)

@oteatroestudio
11.97474-1912
contato@teatroestudio.com.br

Registro do comparecimento deste que vos escreve      

Imagem: Arte do Entretenimento


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O ÚLTIMO ATO

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O ÚLTIMO ATO

O texto foi escrito sob encomenda por EDUARDO MARTINI, e o artista criador, roteirista e dramaturgo FRANZ KEPPLER, que subitamente aceitou a parceria desenvolvendo uma dramaturgia certeira, trazendo reflexão e emoção em uma temática intrínseca, sendo um acerto.

Foto: Morgade

Texto potente e sensível,  abordando uma história de amor entre dois homens no qual mergulha em um tema extremamente delicado e que muito se faz urgente: o suicídio assistido. O novo espetáculo estrelado pelo premiado ator EDUARDO MARTINI, é citado por ele mesmo como uma leitura encenada, e que leitura é essa? Diante de sua versatilidade transitando em todos os gêneros da arte, ele sabe como emocionar, envolto de questionamentos e reflexões, a montagem ressalta o notório talento do multifacetado artista, com técnica imensurável, sendo uma rica experiencia vivenciar. 

O artista brilha inquestionavelmente a cada espetáculo, sendo uma máquina humana, ou seja, uma fábrica de personagens, a quem se deve tirar o chapéu na criação de inúmeras vidas, pois a entrega arrebatadora de MARTINI ao personagem é plausível e diante da exímia perfeição, se faz necessário prestigiá-lo a cada montagem. 

Foto: Morgade 

Outro ponto positivo e assertivo é a ação entre amigos, sendo um escolha perfeita a direção do multitalentoso ELIAS ANDREATO, que com múltiplas experiências, soube conduzir o drama com inegáveis pinceladas de humor com maestria, imprimindo desenhos de cena fascinantes, aproveitando o talento imensurável do ator e o resultado é arrebatador.

Na trama, um pintor de reconhecimento internacional e seu companheiro mais jovem, juntos há 43 anos, preparam-se para viajar ao Porto, em Portugal — cidade onde se conheceram. A princípio, seria apenas mais uma das muitas viagens que o casal realizou ao redor do mundo, não fosse esse o último destino antes da decisão definitiva do pintor: recorrer ao suicídio assistido após o agravamento dos sintomas do Alzheimer. 

 Foto: Morgade

Vale a pena prestigiar!

SERVIÇO - TEATRO UNIÃO CULTURALRua Mario Amaral, 209 – Paraiso - Estação Metrô Brigadeiro- Tel: (11) 3885-2242 - 269 lugares - Duração: 60 min - Classificação: 12 anos - Gênero: drama – de 22 janeiro a 26 fevereiro, quintas-feiras, às 20h. Ingressos: R$ 80 | R$ 40 meia. Bilheteria: abre 1h30 antes do espetáculo

Ingressos online: https://bileto.sympla.com.br

 

Foto: Arte do Entretenimento

Estreia sempre tem amigos que fazem questão de prestigiar os seus ídolos e a equipe de criativos:

Registros:  Arte do Entretenimento























 

 

 

 

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