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NÓS, OS JUSTOS
Na trama, boatos sobre o suposto
comportamento inadequado de um funcionário desencadeiam um processo interno de
apuração. O que deveria ser um procedimento objetivo rapidamente se transforma
em uma disputa de versões, interesses e percepções, onde a verdade deixa de ser
um dado e passa a ser uma construção instável. Sem provas conclusivas, o caso
passa a ser definido menos pelos fatos do que pela força dos discursos,
sacrificando a complexidade em favor de interpretações simplificadas.
Imagem:
Arte do Entretenimento
Escrito e dirigido brilhantemente
por KIKO RIESER, o espetáculo é a maior surpresa nos palcos paulistas,
com dramaturgia grandiosa extrapolando inteligência, irretocável, com todos os
ingredientes necessários para se firmar arrebatadora, cuja narrativa forte e
intensa envolve o mundo corporativo no qual quatro funcionários são envolvidos de
corpo e alma e graças aos diálogos fluentes que reverberam em bons conflitos
dramáticos e intrínsecos, inquietantes momentos de tensão surgem atravessando a
todos os espectadores, sendo um presente para a time de atores gigantes da
Companhia Colateral: CAMILA DOS ANJOS, LUCIANO GATTI, MARCO ANTÔNIO PÂMIO e
THAMIRIS MANDÚ.
Um time jogando perfeitamente para
orgulho do teatro brasileiro, com interpretações plausíveis, enfim, um quarteto
preso um ao outro, com conflitos muito bem alinhados e nesse salve-se quem puder, o vencedor é o
público que acaba se deparando com um teatro da mais autêntica qualidade,
causando dois tipos de julgamento: O julgamento moral de todos os envolvidos e
a dúvida de quem poderá ser o premiado do ano, pois se existisse o Prêmio
Cosmos, o quarteto seria premiado.
Imagem: Arte do Entretenimento
Ambientada em uma grande empresa, a
obra acompanha o impacto de um rumor sobre a conduta de um funcionário e as
consequências que se espalham pelos corredores, contaminando relações, decisões
e reputações. Mais do que retratar um conflito individual, o espetáculo
investiga como a cultura do cancelamento opera no plano presencial, no convívio
cotidiano, corroendo o direito à defesa e o espaço da escuta.
Vale a pena conferir e tirar suas
próprias conclusões, pois aqui, tudo que escrever não passará de mera redundância.
Pena que não costumo falar palavrão, senão diria que é do CARAMBA!
FICHA
TÉCNICA
Texto
e direção: Kiko
Rieser.
Assistência
de direção:
Letícia Calvosa.
Stand-in: Natália Moço.
Cenografia: Bruno Anselmo.
Desenho
de luz: Rodrigo
Palmieri.
Figurino: Marichilene Artisevskis.
Trilha
sonora original:
Marcelo Pellegrini.
Preparação
corporal: Bruna
Longo.
Consultoria
de queda e dublê:
Aline Abovsky.
Cenotecnia: Casa Malagueta, Alício Silva,
Danndhara Shoyama, Igor b. Gomes, Larissa Baldissera, Shampzss e André Souza.
Costura: Judite Gerônimo de Lima.
Operador
de som e luz:
Rodrigo Palmieri.
Fotografia: Ronaldo Gutierrez. Designer
gráfico: Lucas Sancho.
Assessoria
de imprensa:
Arteplural – M Fernanda Teixeira e Mauricio Barreira. Gestão de mídias
sociais e tráfego pago: CulturaLab.
Produção: Rieser Produções e Rodri
Produções.
Direção
de produção:
Jessica Rodrigues.
Coordenação
de produção:
Carolina Henriques.
Produção
executiva: Diego
Andrade e Julia Terron.
Assistente
de produção: Diego
Leo.
Realização: Companhia Colateral.
SERVIÇO: TEATRO ITÁLIA – Av. Ipiranga, 344 – Centro. Estreia:
6 de março, sexta-feira, 20h. Temporada: até 26 de abril. Sessões
– Sextas e sábados, 20h, domingos, 19h. Ingressos: R$ 90 (inteira) e R$
45 (meia). Classificação indicativa: 14 anos. Duração: 90
minutos. Link de vendas:
https://bileto.sympla.com.br/event/116694
Veja quanta gente linda e sedenta por um teatro de qualidade prestigiou essa delícia de espetáculo!