sexta-feira, 13 de março de 2026

NÓS, OS JUSTOS

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NÓS, OS JUSTOS

Na trama, boatos sobre o suposto comportamento inadequado de um funcionário desencadeiam um processo interno de apuração. O que deveria ser um procedimento objetivo rapidamente se transforma em uma disputa de versões, interesses e percepções, onde a verdade deixa de ser um dado e passa a ser uma construção instável. Sem provas conclusivas, o caso passa a ser definido menos pelos fatos do que pela força dos discursos, sacrificando a complexidade em favor de interpretações simplificadas.

Imagem: Arte do Entretenimento

Escrito e dirigido brilhantemente por KIKO RIESER, o espetáculo é a maior surpresa nos palcos paulistas, com dramaturgia grandiosa extrapolando inteligência, irretocável, com todos os ingredientes necessários para se firmar arrebatadora, cuja narrativa forte e intensa envolve o mundo corporativo no qual quatro funcionários são envolvidos de corpo e alma e graças aos diálogos fluentes que reverberam em bons conflitos dramáticos e intrínsecos, inquietantes momentos de tensão surgem atravessando a todos os espectadores, sendo um presente para a time de atores gigantes da Companhia Colateral: CAMILA DOS ANJOS, LUCIANO GATTI, MARCO ANTÔNIO PÂMIO e THAMIRIS MANDÚ.

Um time jogando perfeitamente para orgulho do teatro brasileiro, com interpretações plausíveis, enfim, um quarteto preso um ao outro, com conflitos muito bem alinhados e  nesse salve-se quem puder, o vencedor é o público que acaba se deparando com um teatro da mais autêntica qualidade, causando dois tipos de julgamento: O julgamento moral de todos os envolvidos e a dúvida de quem poderá ser o premiado do ano, pois se existisse o Prêmio Cosmos, o quarteto seria premiado.

Imagem: Arte do Entretenimento 

Ambientada em uma grande empresa, a obra acompanha o impacto de um rumor sobre a conduta de um funcionário e as consequências que se espalham pelos corredores, contaminando relações, decisões e reputações. Mais do que retratar um conflito individual, o espetáculo investiga como a cultura do cancelamento opera no plano presencial, no convívio cotidiano, corroendo o direito à defesa e o espaço da escuta.

Vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões, pois aqui, tudo que escrever não passará de mera redundância. Pena que não costumo falar palavrão, senão diria que é do CARAMBA!

FICHA TÉCNICA

Texto e direção: Kiko Rieser.

Assistência de direção: Letícia Calvosa.

Stand-in: Natália Moço.

Cenografia: Bruno Anselmo.

Desenho de luz: Rodrigo Palmieri.

Figurino: Marichilene Artisevskis.

Trilha sonora original: Marcelo Pellegrini. 

Preparação corporal: Bruna Longo.

Consultoria de queda e dublê: Aline Abovsky.

Cenotecnia: Casa Malagueta, Alício Silva, Danndhara Shoyama, Igor b. Gomes, Larissa Baldissera, Shampzss e André Souza.

Costura: Judite Gerônimo de Lima.

Operador de som e luz: Rodrigo Palmieri.

Fotografia: Ronaldo Gutierrez. Designer gráfico: Lucas Sancho.

Assessoria de imprensa: Arteplural – M Fernanda Teixeira e Mauricio Barreira. Gestão de mídias sociais e tráfego pago: CulturaLab.

Produção: Rieser Produções e Rodri Produções.

Direção de produção: Jessica Rodrigues.

Coordenação de produção: Carolina Henriques.

Produção executiva: Diego Andrade e Julia Terron.

Assistente de produção: Diego Leo.

Realização: Companhia Colateral.

 

SERVIÇO: TEATRO ITÁLIA – Av. Ipiranga, 344 – Centro. Estreia: 6 de março, sexta-feira, 20h. Temporada: até 26 de abril. Sessões – Sextas e sábados, 20h, domingos, 19h. Ingressos: R$ 90 (inteira)  e R$ 45 (meia). Classificação indicativa: 14 anos. Duração: 90 minutos. Link de vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/116694

Veja quanta gente linda e sedenta por um teatro de qualidade prestigiou essa delícia de espetáculo! 

 




 

 

 




 

 







































































 

 


 

  

 


 

 

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