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A HOMEM QUE É HOMEM NÃO CHORA
As histórias com narrativas
homossexuais que eram contadas sob o filtro do estigma ou da tragédia ganham
novo olhar diante da contemporaneidade abrindo as cortinas, ocupando um papel
fundamental na construção de uma nova subjetividade.
Na montagem, os atores FELIPE
DAMAZZO e HOMAR RABAH, dialogam em um jogo de palavras nem um pouco
delicadas sobre suas orientações sexuais e olhares em relação à vida.
Imagem: Arte do Entretenimento
Escrito a quatro mãos há décadas
pelos autores ALEX GIOSTRI e SÉRGIO SAVIAN, o texto permanece atemporal.
A obra é um excelente exercício cênico para dois atores mergulharem em um
conflito tenso que, embora sugira seu desfecho, surpreende o público ao
explorar as diversas possibilidades da narrativa. O ápice ocorre na ruptura da
personagem rude, que se revela por inteiro e flerta com o lúdico dos contos de
fadas. Diante da contemporaneidade, é mister que encontremos várias pessoas na
situação do personagem Clóvis, faz com que o espelho reverbere silenciosamente,
transformando esse silêncio em diálogo, permitindo que a experiência gay seja
protagonista de seus próprios conflitos e resoluções.
Imagem: Divulgação
Trazer ao palco textos que
sobrevivem ao tempo e se mantêm urgentes é realmente um ato de resistência e
celebração. Quando o teatro se dedica a explorar as nuances desse afeto, ele
oferece ao público mais do que entretenimento: oferece espelho.
Nesse ínterim, surge um bom exercício
para dois atores, que deixa o texto eloquente chamando atenção para a qualidade interpretativa: os
atores FELIPE DAMAZZO (Ivan) e HOMAR RABAH (Clóvis), que adentram
no reflexo de uma grande conquista histórica “o direito de ser que é” e, totalmente
entregues a personagens de grande complexidade, imbuído de grande profundidade,
envolto de traumas, amores, eles vão além de estereótipos em peça com
narrativa homoafetiva, humanizando suas personagens, rompendo com a
misoginia e a violência verbal, abrindo caminhos para a sensibilidade, o amor e
o respeito em um jogo plausível.
Imagem: Divulgação
Este teatro não é apenas "para
o público gay", mas sim um teatro que utiliza a lente da diversidade para
iluminar a condição humana. Ao valorizar produções que dão voz ao amor entre
iguais, estamos, finalmente, permitindo que a arte cumpra sua missão mais
nobre: a de revelar o homem por inteiro.
A montagem com produção do experiente GERARDO
FRANCO, tem direção vigorosa do talentoso ROGÉRIO FABIANO, sendo
muito assertiva, verdadeiramente cuidadosa, poupando os atores de serem meros produtos
corporais, sobressaindo um teatro de qualidade para ser visto por todos.
“Homem que é homem não chora"
é uma história ambientada no banheiro de um aeroporto. Conta a história de dois
homens que, devido um apagão em um aeroporto ficam presos no banheiro por
várias horas e se enfrentam em um jogo de palavras nem um pouco delicadas sobre
suas orientações sexuais e olhares em relação à vida. Nesta convivência forçada
descobrem nuances de suas personalidades e enfrentam os dilemas da aceitação do
outro”.
Vale a pena prestigiar!
FICHA TÉCNICA
Autor: Alex Giostri e Sérgio Savian
Direção Geral: Rogério Fabiano
Iluminação: Rogério Fabiano
Direção de Arte: Gerardo Franco e Rogério Fabiano
Trilha Sonora: Gerardo Franco
Direção de Movimento: Murilo Inforsato
Assessoria de Imprensa: Davi Brandão
Editora: Giostri Editora
Designer e Web Marketing: João Lucas Lopes
Gestor de Tráfego: Marquinhos AT
Direção de Produção: Gerardo Franco
Realização: Splendore Produções e Eventos
Imagem:
Arte do Entretenimento
Os
atores com o diretor ROGÉRIO FABIANO ao centro, recebem os merecidos
aplausos
SERVIÇO:TEATRO
BIBI FERREIRA - Avenida
Brigadeiro Luís Antônio, 931 - Bela Vista - Estreia: 09 de abril, às 21 horas. Apresentações:
09 / 16 e 30 de abril e 07 / 14 / 21 e 28 de maio, às quintas-feiras, às 21
horas - Faixa etária: 18 anos - Gênero: Drama / Comédia - Ingressos:
R$ 60,00 a R$ 120,00
Compra de ingressos:
https://www.sampaingressos.com.br/homem+que+e+homem+nao+chora+teatro+bibi+ferreira?sppc4
os atores FELIPE DAMAZZO e HOMAR RABAH, surgem para os aguardados abraços.
SÉRGIO SAVIAN, um dos autores, também aplaudiu os atores que deram vida ao seu texto.
Imagem:
Gerardo Franco
E
os abraços após o espetáculo foram bemmerecidos
Que lindo e sensível seu texto, Pedro!
ResponderExcluirMuito obrigado pelo carinho com as palavras! Fico feliz que tenha gostado!
Sucesso, sempre! 🙌👏😘